Viagem à neve ao volante da nova Mazda 6 SW

O Digital Motores viajou até à Serra de Bejar, mais concretamente até à estância de La Covatilla, para três dias de aventura e ski.  O percurso da viagem foi planeado com a ajuda do “primo” Google. A experiência é contada na primeira pessoa. Conforme combinado, o meu encontro com a nova Mazda 6 SW aconteceu no concessionário Hydraplan, em Alverca. O modelo que vê nas fotografias tinha apenas 150 quilómetros. O motor é um 2.2 diesel com 175 CV, muito equipamento de segurança e de conforto que deixam qualquer um tranquilo quando nos propomos a fazer uma viagem de longo curso.

Já tinha ouvido falar da estância de La Covatilla, a 400 km de Lisboa. Decidimos partir cedo para fugir ao trânsito de Lisboa, rumo a Sul. Nas viagens mais longas gosto de utilizar sempre o cruise control para descansar as pernas. No caso da nova Mazda 6 SW, o sistema é adaptativo e funciona na perfeição. Sempre que nos aproximamos de um carro o cruise-control trava automaticamente até ser possível fazer pisca e mudar de direção para ultrapassar em segurança. A autoestrada Lisboa – Elvas já foi mais barata, paguei 13,15 euros para chegar a Elvas. O primeiro contato com Espanha aconteceu nos arredores de Badajoz, cidade que encontrei bem diferente, para melhor, desde a última vez que ali tinha estado.  O Mazda 6 SW está equipado com o sistema de alerta de fadiga que aconselha o condutor a efetuar algumas paragens para descansar. O símbolo que surge nos manómetros é uma chávena de café, decidimos seguir o conselho e estacionar junto a restaurante para caminhar um pouco. Os mais novos ficaram surpreendidos com as máquinas de jogo que existiam no interior do parador e com uma vitrine cheia de facas. Como sabemos, o jogo e a venda de armas brancas – com determinados limites – é permitida em Espanha. São 70 quilómetros de estrada nacional de Badajoz a Cáceres, cidade onde decidimos fazer uma pausa para uma visita e almoçar. O Lizarran de Cáceres, situado perto do centro histórico, é uma excelente opção. Várias tapas quentes e frias, empregados simpáticos e um preço médio de 10 euros por pessoa. Gostámos de assistir ao empregado tocar uma sineta e gritar calentitos (quentes) antes de passar por todas as mesas a propor diversas iguarias acabadas de sair da cozinha. Cachorros quentes, salgados, mini hambúrgueres, isto para referir apenas alguns dos petiscos.

De regresso à estrada, mais reconfortados, motor ligado para a última etapa da viagem. Antes, apenas uma breve paragem para colocar 40 euros de gasóleo na Mazda 6 SW que estava a realizar médias de 7 litros aos 100 km. As autoestradas em Espanha não têm portagens o que é uma boa notícia para a carteira.

Candelario – Visita obrigatória

Ficámos alojados na pousada Artesa, na pequena aldeia de Candelario com cerca de mil habitantes, província de Salamanca, situada em plena serra, a apenas 5 quilómetros de Béjar. Uma aldeia incrível com as casas todas em granito, a entrada das casas reforçadas com portadas, para evitar inundações. Candelario é a aldeia mais próxima da serra e a água do degelo da neve faz com que a vegetação seja verdejante e a água esteja sempre presente.

A nova Mazda 6 SW melhorou em diversas áreas em relação à anterior geração que, verdade se diga, já era muito acima da média. Gosto de realizar ensaios dinâmicos com os automóveis nunca perdendo de vista a utilização diária e prática. Neste caso, a carrinha Mazda 6 melhorou a componente dinâmica, conseguido otimizar a sua principal vocação de transportar cinco pessoas com muito espaço bordo, muito confortável, propondo vários sistemas de conforto e ajuda à condução que se revelaram muito úteis. Quando recordo as impressões de condução do modelo anterior, comparando com esta nova carrinha, existem melhorias visíveis na forma como desenha agora as curvas, de uma forma ainda mais incisiva e direta, continuando muito confortável. O comportamento dinâmico melhorou e as qualidades de estradista estão mais refinadas permitindo viagens descontraídas. O consumo médio cifrou-se nos 7.7 litros.

A nova carrinha topo de gama da marca japonesa estabelece uma estreita relação com quem a conduz. A Mazda6 SW transmite dados e informações através do volante, dos pedais e da caixa de velocidades, que são depois processados, respondendo o automóvel ao que lhe é pedido, num completo feedback de condução. Um dos exemplos dessa abordagem de desenvolvimento de veículos centrados no fator humano é a integração do sistema G-Vectoring Control, sendo o primeiro modelo da marca em Portugal a recebê-lo. Não podemos, claro, de deixar de mencionar o mais recente programa Skyactiv da Mazda que tem a função de modificar a potência do motor para melhorar tanto a capacidade de resposta como a estabilidade dinâmica, especialmente em curva.

 

Em termos mecânicos e no caso do bloco diesel Skyactiv-D 2.2 que volta a estar disponível no nosso país em duas variantes de potência (150 e 175 CV), é notório o trabalho feito pelos engenheiros da marca na supressão de ruídos e vibrações, bem como no controlo da pressão do sistema de sobrealimentação. Ao nível da segurança uma das principais novidades é a introdução de uma nova câmara de monitorização dianteira, dispositivo que incrementa as competências dos diversos sistemas de segurança ativos do pacote i-Activsense, ao nível da travagem automática, da função de reconhecimento de peões e dos sinais de trânsito.

No interior desta nova geração Mazda 6 destacam-se, entre outros, a filosofia heads-up cabin concept, dividindo-se entre um espaço orientado para o condutor e uma zona ampla para os passageiros. O espaço a bordo é bastante aceitável, tanto para quem viaja na frente como nos lugares traseiros. Todos os que viajam a bordo podem usufruir das tecnologias de conectividade e de infotainment disponíveis, muitas delas acessíveis no ecrã táctil de 7 polegadas presente no topo do painel central ou operadas pelo comando rotativo colocado na consola central entre os bancos. Em termos de estilo, conjuga-se elegância com materiais de boa qualidade. Quando viajamos para locais onde o frio está sempre presente não podemos deixar de referir o funcional sistema de aquecimento para os bancos dianteiros e traseiros.

No exterior as linhas deste modelo evoluíram de forma natural sem quebrar totalmente com a geração anterior. Como acontece com algumas marcas onde a quebra total com o design anterior fazem os clientes sentirem que acabaram de perder centenas de euros, de repente, devido à desvalorização do carro que compraram à meia dúzia de anos. Afinal, o mercado português não é feito apenas de frotas e clientes com poder de compra que trocam de carro de quatro em quatro anos. Esteticamente, tanto a berlina como a carrinha estão com uma aparência mais sofisticada, musculada, dinâmica. Salientam-se a frente proeminente, que integra a assinatura luminosa as óticas full-LED à frente, guarda-lamas dianteiros esculpidos e retrovisores exteriores agora com recolhimento automático e indicadores de direção maiores.

No domínio da segurança ativa, entre o conjunto de soluções de apoio ao condutor, em que se recorre a tecnologias de radar e de câmara de vídeo, ajudando-o a intervir em caso de necessidade, destacam-se três novidades no pacote i-Actisense (sistema para segurança cativa e de pré-colisão): Advanced Smart City Brake Support (Advanced SBCS), sistema de monitorização dianteira com reconhecimento de peões; Smart Brake Support (SBS), que monitoriza os veículos da frente e emite avisos de redução de distância para o carro da frente, atuando se não houver intervenção do condutor (que já tinha referido no funcionamento do Cruise Control); e Traffic Sign Recognition (TSR), que deteta sinais de limite de velocidade e de trânsito proibido, exibindo os respetivos no ecrã Active Driving Display.

A estância de La Covatilla

A estância espanhola de La Covatilla é uma agradável surpresa! É uma boa alternativa para quem não quer conduzir mais de 1000 quilómetros até Andorra. Na minha opinião, é melhor que a Serra da Estrela, quando olhamos para o número e para a qualidade das pistas, mas não é tão boa como a Sierra Nevada onde as pistas, hotelaria, as infra-estruras de apoio, os restaurantes, e, claro, a “movida” diurna e noturna são muito superiores a esta pequena estância de Béjar. De qualquer forma, a relação preço/qualidade é bastante interessante. Para quem vai praticar desportos de Inverno pela primeira vez o ideal é ter pelo menos um dia de aulas de aprendizagem. Atenção que durante a época alta o ideal é marcar as aulas online. As aulas individuais estavam esgotadas e as de grupo rapidamente ficaram completas. Os professores dividiram as aulas em dois grupos, um até aos 12 anos e um segundo dirigido a todos os que têm mais de 16 anos de idade. O preço dos meios mecânicos (forfait) em La Covatilla custam 18 euros por dia para as crianças e 20 euros por dia para os adultos. De segunda a domingo a primeira aula do dia realiza-se pelas 10 horas da manhã e a última pela 15h30. A pista de aprendizagem é relativamente fácil, no entanto, caso pretenda partir à descoberta das restantes pistas de La Covatilla é necessário ter alguma experiência de Ski/Snowboard.

Na estância de La Covatilla é possível alugar material. No nosso caso, fomos aconselhados a alugar na única loja de material desportivo de Candelario onde conseguimos preços mais acessíveis e equipamento de melhor qualidade. A loja Downhill&Ski fica situada a avenida Humilladero, nº3, Candelario.

O Refugio em Candelario oferece uma boa relação qualidade/preço

Tapas, tapas…e uma canhã

A cidade de Béjar é sempre uma hipótese a considerar quando chega a altura das refeições. Não é fácil encontrar um restaurante em condições por estas paragens. Caso tenha possibilidade, o ideal é mesmo comprar a alimentação no supermercado e cozinhar. Em Bejár, após uma pesquisa apurada no TripAdvisor descobrimos apenas uma pizzaria, é verdade! A cidade de Béjar é útil, acima de tudo, para ir ao multibanco e ao supermercado. Se gosta de uma belas tapas e de uns ovos rotos não deixe de visitar o restaurante O Refúgio no centro de Candelário.

A gama Mazda 6 em Portugal

Em termos de gama, são mantidos os mesmos três níveis – Essence, Evolve e Excellence – que podem ser complementados, caso a caso, com diferentes pacotes de conteúdos: Pack Leather (bancos dianteiros elétricos, com memória no banco do condutor, apoio lombar elétrico, e integralmente em pele preta ou beije), Cruise Pack (Mazda Radar Cruise Control), Pack Navi (sistema de navegação) e ainda teto de abrir elétrico, acrescendo a possibilidade de se optar por uma das cores metalizadas.

A capacidade da mala é de 522 litros

Decorrente da opção entre a carroçaria de 4 portas (sedan) e carrinha (wagon), o leque de preços inicia-se nos 35.157,90 euros da variante Mazda 6 4P 2.2 Skyactiv-D (150 CV) Essence, com pintura sólida, até aos 45.393 euros do Mazda 6 SW 2.2 Skyactiv-D (175 CV) Excellence (que vê nas imagens) com todos os packs e a Pintura Metalizada.

Regresso por Salamanca

O regresso ao nosso país foi feito após uma visita a Salamanca. Vale bem a pena dar um passeio a pé pela zona histórica desta cidade e beber um café no famoso café Novelty situado na Plaza Mayor. Depois, basta escrever Vilar Formoso no sistema de navegação e regressar a Lisboa pela A23, uma autoestrada que eu até gostava de conduzir e que conheço bem das viagens à serra da estrela e a Castelo Branco. Não sei se já era do cansaço, mas, desta vez, achei a A23 chata e as curvas mal desenhadas. Passei por vários pórticos eletrónicos e quando fui aos correios para pagar as portagens investi 17 euros.

Texto: L. Cáceres Monteiro

 

 

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