Peugeot Rifter: Nova abordagem

Rifter é um nome que pode soar estranho a um primeiro momento. Mas se dissermos que o modelo representa a nova geração do Partner para os veículos de passageiros, o caso certamente muda de figura. Fomos até ao Principado do Mónaco conhecer esta proposta na apresentação internacional à imprensa.

O modelo vai estar disponível em duas vertentes, normal (4,40m) e longa (4,75m), ambas com versões de cinco e sete lugares.

A Portugal chega em novembro, numa primeira fase apenas na versão longa de sete lugares, equipada com um bloco diesel, 1.5l BlueHDI de 130 cv. Quanto a preços, ainda vamos ter de esperar.

Exterior

O Rifter apresenta um estilo moderno, em conformidade com os códigos estéticos da marca do leão. A um primeiro olhar, de imediato destacam-se os traços alusivos ao universo SUV com que a marca o dotou. Falamos das proteções em plástico que contornam toda a zona inferior da carroçaria, desde as portas, às embaladeiras, até aos pára-choques dianteiro e traseiro. Também as jantes, de 16” ou 17”, e uma maior altura ao solo contribui para esta sensação. 

Interior 

Já no habitáculo deparamo-nos com materiais agradáveis e uma sensação de espaço, tanto nos lugares dianteiros como traseiros. Mas o primeiro destaque, naturalmente, vai para o i-cockpit: volante compacto; ecrã tátil de 8”; head up display.

Na segunda fila os bancos são individuais e através do comando “Magic Flat”, situado na bagageira, são facilmente rebatidos. Nas versões de sete lugares, os bancos da terceira fila têm regulação longitudinal e são amovíveis.

Há vários espaços de arrumação, tanto na consola central, como nas portas. O maior destaque é para a zona de arrumação no tejadilho, por cima das palas para o sol. Aí encontramos um zona extra e bem aproveitada para colocar objetos.

O Rifter é o novo membro da família Peugeot, uma proposta com selo nacional, já que parte das unidades são produzidas em Portugal, na fábrica de Mangualde, e as demais, na vizinha Espanha, em Vigo.

O acesso ao interior  sai beneficiado com as portas laterais deslizantes. Também a bagageira vê a sua utilização ser facilitada, com o óculo traseiro com abertura independente. Ou seja, deixa de ser sempre necessário abrir o portão da bagageira para aceder a esta. A bagageira varia entre os 775l, na versão normal, até um total de 4000l na longa, aqui com os bancos rebatidos e até à chapeleira.

Em termos de conectividade e infoentretenimento, o Peugeot Rifter conta com o referido ecrã tátil de 8”, compatível com Mirror Screen, sistema compatível com Mirror Link, Apple Carplay e Android Auto. Este incorpora também duas entradas USB, uma tomada jack, ligação Bluetooth e um carregador por indução. No caso da navegação, pode ser acedida também por comando por voz.

Sistemas de Assistência à condução

Este é um capítulo em que o Peugeot Rifter surpreende. Entre equipamento de série e opcional, o modelo conta com um total de 19 sistemas de assistência à condução, os mesmos que o Peugeot 3008.

Entre eles destacam-se: travão elétrico secundário; regulador de velocidade adaptativo; reconhecimento alargado dos painéis; alerta ativo de transposição involuntária da faixa; alerta de atenção ao condutor graças à atuação da câmara; active Safety Brake; controlo de estabilidade do atrelado; comutação automática de luzes, de circulação e de cruzamento; câmara de marcha-atrás “Visiopark 180°”; vigilância do ângulo morto, com um alerta nos retrovisores exteriores; acesso e arranque mãos-livres.

Motorizações e versões disponíveis

No capítulo das motorizações há duas propostas a gasolina e três a diesel, com potências compreendidas entre 75 e 130 cv.

A gasolina temos o 1.2 PureTech com 110 cv e caixa manual e 5 velocidades e com 130 cv e caixa automática EAT8. Entre os diesel, o 1.5 Blue HDI surge com 75, 100 e 130 cv. Nos dois primeiros casos com caixa manual de 5 velocidades, enquanto que para a proposta de 130 cv há duas opções de caixa, manual de 6 velocidades e automática  EAT8.

O modelo está disponível no mercado nacional a partir de novembro. No caso, apenas na versão longa de sete lugares e com um única motorização, 1.5 BlueHDI de 130 cv. Em janeiro do próximo ano chega a gama completa, tanto em versões como motorizações. Falamos da versão longa de cinco lugares e da normal nas duas vertentes, cinco e sete lugares, e dos restantes blocos a gasolina e diesel. Para o futuro está também prevista uma versão de tração integral, em que o Advanced Grip Control e Hill Assist Descent Control serão certamente bons aliados.

Entre os níveis de equipamento, o topo será o GT Line. Esta destaca-se por pormenores como o contorno da grelha, capas dos retrovisores, barras do tejadilho e também pelas inserções nas faixas protetoras laterais. Surge equipada com jantes de liga leve de 17” e inserções alusivas à versão nos guarda-lamas dianteiros e na porta da bagageira.

André Duarte

andreduarte.vt@gmail.com

 

 

 

 

 

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