Os 50 anos do Opel GT

O Opel GT esteve em produção até 1973.

Com baixo centro de gravidade, estrutura rígida e suspensão evoluída, o GT foi um automóvel que cativou o grande público devido a um design consensual e conquistou acumulou vitórias em pista. Entre muitos sucessos contam-se as vitórias obtidas pelos Opel GT preparados pela escuderia italiana Conrero em provas de longa distância, no início dos anos 1970. Em 1971, Georg von Opel, neto do fundador da Opel, decidiu elaborar uma versão GT com motorização elétrica, capaz de atingir velocidades da ordem de 190 km/h, vindo a estabelecer vários recordes mundiais.

Em junho de 1972 a Opel construiu um GT com motor Diesel que fixaria dois recordes mundiais e 18 recordes internacionais em provas realizadas no centro de testes da Opel em Dudenhofen. Um desses impressionou: velocidade de 197 km/h ao cabo de apenas 1000 metros era algo de inédito para um motor a gasóleo.

O ‘designer’ do GT, Erhard Schnell, recorda como este GT tinha uma silhueta ainda mais baixa. «Não tínhamos orçamento ilimitado, pelo que decidimos pegar num dos protótipos de estudo para um descapotável e cortámos o para-brisas…»

Para assinalar a data, a Opel preparou um programa completo de comemorações que arranca em maio com a participação na feira alemã de automóveis clássicos “Bodensee-Klassik”

A lenda Opel GT inicia-se com um ‘big bang’ no Salão Automóvel de Frankfurt de 1965. A grande estrela do ‘stand’ da Opel é um irreverente modelo desportivo de dois lugares com silhueta muito esguia, ‘nariz’ baixo, faróis escamoteáveis, guarda-lamas salientes e traseira curta. Na verdade, o Experimental GT era o primeiro ‘concept car’ apresentado por uma marca alemã. A Opel classificou-o como um estudo de automóvel de elevadas ‘performances’.

Parceria franco-alemã

O Opel GT é um dos primeiros exemplos de colaboração franco-alemã. Na sequência de outros projetos em conjunto, a Opel encarregou os produtores franceses de carroçarias Chausson e Brissoneau & Lotz das operações de prensagem, soldadura e pintura, bem como da instalação do habitáculo do GT. As unidades eram depois enviadas para a Alemanha para montagem final, nomeadamente dos componentes de chassis e do conjunto motor/transmissão.

No interior do habitáculo do Opel GT saltavam imediatamente à vista os bancos tipo ‘bacquet’, o volante de três raios e os mostradores redondos. Ainda hoje, o ambiente e a ergonomia de automóvel desportivo deste Opel não deixa ninguém indiferente. Os ‘designers’ não deixaram de contemplar os sistemas de segurança da época, como cintos de segurança de três apoios, estrutura de tejadilho reforçada, proteção contra embates laterais e coluna de direção telescópica.

O Opel GT oferecia duas motorizações à escolha. O mais acessível 1.1 provinha do modelo Kadett e debitava 60 CV de potência. O outro era o mais potente 1.9, com 90 CV, oriundo do Rekord. O GT 1900 ganhou rapidamente grande popularidade graças a ‘performances’ de relevo para a época, como a velocidade máxima de 185 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h em 11,5 segundos. A transmissão às rodas traseiras era efetuada através de uma caixa manual de quatro velocidades.

Na Europa, muito poucos clientes encomendaram a caixa automática de três velocidades, a qual era muito mais requisitada do outro lado do Atlântico, para onde a Opel também exportou o GT.

A produção alcançou um total de 103.463 unidades em cinco anos.

Siga o Volante no Instagram 

Siga o Volante no Facebook 

 

 

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *