O dia-a-dia dos robots autónomos da Seat

Ao longo do ano percorrem mais de 436.000 km, uma distância superior à que seria necessário percorrer numa viagem entre a Terra e a Lua. No seu trajeto são capazes de parar perante um semáforo vermelho ou de abrandar se um trabalhador se cruzar no seu caminho graças a uma visão periférica de 360º. A coordenação com os peões e a segurança destes é assegurada com luzes laser de scan, que também avisam da sua presença.

As guias magnéticas, embutidas no piso, marcam as 40 rotas programadas para os AGV na fábrica de Martorell, em Barcelona. Cada uma demora 1 a 7 minutos a percorrer. Durante esse tempo, os robots circulam reduzindo automaticamente a velocidade nas curvas, para não perderem estabilidade com a carga, e são capazes de guardar a devida distância de segurança. No futuro, estas guias deixarão de existir dando lugar à navegação com GPS.

A chamada 4ª revolução industrial permite aos trabalhadores controlarem os processos de forma a otimizarem a tomada de decisões, deixando para estes robots colaborativos as tarefas mais físicas e rotineiras.

125 robots e 7.000 operários: Através do código de barras identificam a peça certa e, a seguir, um sensor abre a porta do armazém para que iniciem o seu trajeto. Assim arranca a rotina de alguns dos 125 AGV, que se cruzam entre si e com mais de 7.000 operários no que se assemelha a um bailado perfeitamente sincronizado.

Os robots autónomos transportam motores, caixas de velocidades, amortecedores ou até vidros de janelas, podendo levar até 1.500 kg de peso.
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