Grandland X: conduzimos o novo SUV da Opel

 

O Digital Motores esteve na Alemanha para conduzir o novo Grandland X. Viagem de três horas de avião até Frankfurt. A cidade vive e respira automóveis graças ao  famoso salão internacional do automóvel.

O primeiro impacto visual com o novo modelo é positivo. Estética atraente, espaço a bordo, conforto em estrada percetível desde logo, após meia dúzia de quilómetros ao volante. Primeiro conduzi o Grandland X com o motor 1.6 Turbo D de 120 CV de potência e um binário máximo de 300 Nm às 1.750 rpm. Viagem rápida até Darmstad, a primeira cidade digital da Alemanha, que fica a cerca de 25 minutos de Frankfurt. Esta é também uma cidade famosa pelo seu espiríto universitário.

Na primeira autoestrada recebemos a informação através do sistema de reconhecimento de sinais de trânsito que não há limite de velocidade. Bem, assim sendo, piso seco, visibilidade impecável e aceleramos o GrandLand X até perto dos 160 km/h. Tudo tranquilo! O novo SUV da Opel ganha velocidade de forma progressiva, sem sobressaltos. Gostei desde logo da boa insonorização interior e da forma impecável como desenha as curvas que encontrei nas estradas nacionais nos arredores de Frankfurt.

A velocidade máxima anunciada pela marca para esta unidade é de 185 km/h. A caixa automática de seis velocidades é muito suave. Os consumos médios anunciados para esta versão são de 4,6 litros, em ciclo misto. Não consegui confirmar, mas, o carro não é pesado, estamos a falar de 1.430 kg. Como sabemos, a palavra de ordem na indústria automóvel é retirar peso aos novos modelos sem perder de vista a segurança. A utilização de materiais como o alumínio e a forma como é utilizado na estrutura e diferentes componentes e órgãos mecânicos traz enormes benefícios na dinâmica e nos consumos.

Com 4,477 metros de comprimento, 1,856 m de largura e 1,609 m de altura, o novo Grandland X exibe uma grelha dianteira com duas barras salientes que ‘seguram’ o logótipo da Opel e alargam-se para os faróis para rematar em luzes diurnas LED. No perfil lateral destaca-se a articulação de detalhes musculados de ‘offroad’.  A carroçaria pode assumir pintura a duas cores, com tejadilho em preto.

Interior espaçoso e com materiais de boa qualidade

O tabliê e a consola central, com um ecrã tátil, formam um conjunto orientado para o condutor. A consola possui três níveis distintos de comandos, dispostos horizontalmente, para acesso rápido e intuitivo às principais funções de infoentretenimento, climatização e dinâmica.

O Grandland X pode ser encomendado com um grande tejadilho panorâmico em vidro. Outro equipamento de conforto importante, e ao qual as minhas costas foram sensíveis, são os bancos ergonómicos certificados pela agência alemã de especialistas AGR. Nos dias frios de inverno temos o aquecimento do volante e dos bancos dianteiros e traseiros. O espaço a bordo é muito interessante e mesmo no lugar do meio traseiro é possível viajar com algum conforto. A bagageira tem uma capacidade base 514, conta com o alçapão para aumentar a capacidade (sem pneu suplente) e pode chegar até ao máximo de 1652 litros com os bancos traseiros rebatidos. O comando da tampa é elétrico e pode ter sensor de pé para abrir e fechar automaticamente.

 

Tal como os modelos mais recentes da marca alemã, o Grandland X está equipado com sistemas de informação e entretenimento, compatíveis com Android Auto e Apple CarPlay para integrarem funções de dispositivos móveis que lhes sejam ligados. Funciona bem e o “primo Google” é um bom aliado quando estamos a conduzir no estrangeiro. Registe-se que o sistema de apoio em viagem e em emergência Opel OnStar faculta um ‘hotspot’ 4G de ligação à Internet e passou a oferecer os novos serviços de ‘assistente pessoal’ de procura de estacionamento e reserva de hotéis.

A Opel faz agora parte do Grupo PSA e as sinergias que já tínhamos referido quando conduzimos o Crossland X são agora alargadas ao Grandland X. O sistema eletrónico de controlo de tração IntelliGrip maximiza a aderência das rodas motrizes, oferecendo ao condutor a possibilidade de optar entre cinco modos de funcionamento que adaptam a distribuição de binário ao trem dianteiro, o ponto de passagem das velocidades da caixa automática e a resposta do pedal do acelerador. O sistema está desenhado para assegurar níveis elevados de tração independentemente das condições do piso, seja em neve, lama, areia ou alcatrão molhado.

No Grandland X encontrámos, ainda, tecnologias de conforto e de segurança como o alerta de colisão dianteira, com travagem de emergência automática e deteção de peões, alerta de cansaço do condutor, assistência avançada ao estacionamento e câmara 360 graus. Além destes, o sistema de programador de velocidade automático com função de paragem, que mantém velocidade e distância constante para o veículo da frente e trava (até imobilizar) ou acelera quando necessário. O consórcio independente que avalia todas as questões relacionadas com a segurança automóvel – Euro NCAP –  atribuiu-lhe recentemente a classificação máxima de cinco estrelas.

Motores antipoluição e…anti fisco!

No que diz respeito a motorizações, o novo Opel Grandland X propõe, numa primeira fase, dois propulsores que se destacam pelas baixas emissões de CO2, o que representa, entre outros, um importante contributo em matéria de tributação fiscal. Ambos os motores podem ter acoplada uma moderna caixa manual de seis velocidades ou uma caixa automática de atrito otimizado, também de seis velocidades.

O 1.2 Turbo com injeção direta de gasolina, construído em alumínio, debita 130 CV de potência e binário máximo de 230 Nm logo às 1750 rpm (emissões divulgadas de CO2 127-117 g/km),

por sua vez o bloco 1.6 Turbo D, a gasóleo, debita 120 CV e entrega o binário máximo de 300 Nm às 1750 rpm (emissões, de acordo com os valores avançados pela Opel de CO2 118-104 g/km). Os consumos temos de confirmar no próximo ensaio dinâmico quando o SUV chegar ao nosso país. A Opel alargará em breve a gama de motores com unidades mais potentes, incluindo um Diesel. Além disso, juntar-se à ao leque de transmissões uma opção de caixa automática de oito velocidades.

O Grandland X possui faróis dianteiros AFL (Adaptive Forward Lighting) compostos por LED com funções como luz de curva, comutação automática médios-máximos e nivelamento automático.

O Opel Grandland X tem merecido a atenção do Digital Motores ao longo dos últimos meses. É um SUV que promete dar que falar e, a verdade, é que modelos consagrados e lideres de vendas como o Nissan Qashqai, Peugeot 3008, Seat Ateca, Hyundai Tucson, VW Tiguan, vão, certamente, encontrar aqui um rival para levar a sério. O segmento dos SUV compactos cresceu de sete por cento no ano de 2010 para uns expressivos 20 por cento registados atualmente. O novo Grandland X é o terceiro modelo da linha X da Opel, juntando-se ao ‘bestseller’ Opel Mokka X e ao recém-lançado Crossland X, que são ambos cerca de 20 centímetros mais curtos em comprimento.

A Opel prepara-se para fechar o ano com um total de sete novos produtos lançados durante 2017. A estratégia da Opel é colocar o Grandland X no mercado com uma relação preço-desempenho atrativa. Prova disso é a lista de tecnologias que fazem parte do equipamento de série, nomeadamente de sistemas de apoio à condução como o Alerta de Saída de Faixa, Reconhecimento de Sinais de Trânsito, Programador de Velocidade inteligente, Assistência ao Arranque em Planos Inclinados e infoentretenimento IntelliLink

O novo SUV chega apenas no próximo mês de janeiro, mas, tudo indica, que graças ao motor 1.2 Turbo a gasolina (130 CV) e ao 1.6 Turbo diesel 8120 CV) a Opel tem tudo na mão para conseguir bons resultados comerciais. Resta aguardar a homologação do Grandland X para confirmar a Classe 1 nas portagens (pelo menos com a Via Verde). Os preços ainda não são conhecidos.

L. Cáceres Monteiro/Digital Motores em Franfurt

 

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *