Conduzimos o novo Toyota Yaris

É consensual que o Yaris é um dos automóveis do segmento B que portugueses mais gostam! Desde a primeira geração lançada, em 1999, que este pequeno citadino tem conquistado adeptos graças a um design jovem e a uma fiabilidade impar.

Fabricado na unidade da Toyota em Valenciennes (França) desde 2001. A produção ultrapassou três milhões de unidades em 2016.

O Yaris tem dezenas de rivais de respeito. Os primos japoneses Honda Jazz, Nissan Micra, Mitsubishi Space Star, Mazda 2 e Suzuki Swift, os alemães Volkswagen Polo, Skoda Fabia, Seat Ibiza e Opel Corsa, os franceses Peugeot 208, Citroen C3 e Renault Clio, os coreanos Kia Rio e Hyundai i20, o Ford Fiesta e o Fiat 500, enfim, isto para referir apenas alguns dos lideres de vendas deste segmento tão competitivo.

Não podemos deixar de referir que a grande maioria destes modelos cresceu em dimensão nas últimas atualizações estéticas, mecânicas e de conteúdos. Ganharam corpo! No caso da quarta geração do Toyota Yaris a marca desenvolveu um programa de 90 milhões de euros que, de acordo com a informação divulgada, deu origem à introdução de mais de 900 peças novas para melhorar o design, o desempenho dinâmico e a segurança deste modelo.

O novo visual do Yaris, com alterações significativas no estilo, foi criado no estúdio de design ED2 da Toyota, no sul de França. A linguagem de design é denominada pelos estilistas como ‘catamarã’.

Interior mais refinado

Viajámos até Braga para realizar um primeiro contato dinâmico com o novo modelo. O acesso ao interior faz-se de forma fácil sem obrigar a grande ginástica. Ao início estranhamos um pouco a posição relativamente baixa do volante, a margem de regulação não é famosa, no entanto, encontramos uma posição de condução aceitável. O interior é moderno, bem mais refinado do que na geração anterior. A qualidade de materiais acompanha os novos equipamentos tecnológicos, como por exemplo o ecrã multi-infunções TFT de 4,2 polegadas a cores, montado de série desde o nível de equipamento Comfort (e a partir do Exclusive no motor a gasolina 1.0L.). Outras das mudanças que reparámos imediatamente são as novas saídas de ventilação com estilo de hélice e a iluminação da instrumentação em azul claro.

O ambiente a bordo é jovem e denota bom gosto. Nas versões de equipamento intermédio Comfort + Pack Style é usado o mesmo revestimento dos bancos com um quadro de instrumentos e painéis das portas em negro. Para a versão Square Collection, que conduzimos em Braga, com a sua pintura exterior de dois tons, há um tratamento interior específico para cada cor exterior. Por exemplo, interior Azul com Azul Nebula/Negro, interior Vermelho com Vermelho Tokyo/Negro. A capacidade da mala é de 286 litros.

Motor híbrido é a grande aposta para o mercado nacional

A propulsão híbrida deste modelo continua a constituir uma oferta única no segmento estando a alavancar mais de 40 por cento do total das vendas europeias do Yaris. As recentes medidas anunciadas por diferentes países que pretendem controlar o nível de emissões e a poluição automóvel nas grandes metrópoles, dentro de um ou dois anos, fará certamente os consumidores ponderar de uma forma mais racional a escolha do próximo automóvel. E se é verdade que os elétricos estão a percorrer o seu caminho de uma forma sustentada, mas algo lenta, no caso dos pequenos motores a gasolina, que estão tão em voga, e no caso dos híbridos, o ritmo de crescimento está a ser bastante rápido.

No caso do Yaris híbrido que conduzimos o valor das emissões de C02 é de 75 g/km. Os consumos anunciados pela marca em ciclo misto é de 3,6 litros. Não consegui baixar dos 5 litros para percorrer 100 kms. Confesso que não era grande fã da caixa de velocidades CVT de modelos como o Auris, Yaris, Prius, etc. A sensação de que o motor está a rodar em seco é algo que não gosto particularmente. Desta vez gostei mais, tanto no Yaris como no Prius + (sete lugares) que conduzi no regresso do Porto até Lisboa, na A1. Parece que o Yaris desenvolve e responde agora de forma mais progressiva, e não podemos esquecer que viajar a poluir menos é muito importante. Notam-se melhorias no rolamento do carro, menos vibrações, melhor insonorização no interior do habitáculo, mais conforto fruto do trabalho feito ao nível dos amortecedores. A direção assistida foi afinada para gerar uma menor sensação de fricção e uma resposta mais suave às solicitações do condutor. A facilidade de inserção nas trajetórias em curva foi melhorada através de uma correspondência mais linear entre a força feita pelo condutor e a resposta do carro, isso é notório.

O novo Yaris conta com o sistema de segurança ativa de série em todos as versões da gama. O Toyota Safety Sense inclui um Sistema de Segurança Pré-colisão com Travagem Autónoma de Emergência, Luzes de Máximos Automáticas, Sistema de Aviso de Mudança de Faixa de Rodagem e, desde que equipado com mostrador multi-informações TFT, com Sistema de Reconhecimento de Sinais de Trânsito. Para melhorar a segurança das pessoas a bordo, os cintos de segurança traseiros passam a dispor de limitadores de força e de pré-tensores. Os apoios de cabeça foram redesenhados para proporcionar uma melhor proteção contra lesões provocadas pelo “efeito de chicote” e a forma dos airbags de cortina foi revista. A instalação da cadeirinha de criança foi facilitada com ajustes no sistema de ancoragem Isofix e na rotulagem.

Em Portugal são três as motorizações disponíveis: 1.4 D-4D (90 CV), o popular 1.0 VVT-i ( 69 CV) e o híbrido 1.5 HSD (100 CV). O novo Toyota Yaris mais acessível custa 14.205 euros.

L. Cáceres Monteiro

PREÇOS: 

 

 

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